E daí que não gostam do que escrevo?
Faço porque a palavra urge. Insana.
E no princípio era o verbo.
E toda merda, depois, veio dele.
Palavra, palavrinha, palavreia.
Mas não ouves. Por quê?
Porque seca na alma, na lama, onde vá.
Porque deixa sangrar e suar e lamentar.
Chega de ais, suspiros, gemidos, grunhidos.
Segue e age.
Age e pensa.
Pensa e sente.
E vive.
E no princípio era o verbo.
E se fez toda a alegria,
Carnaval, criança, pizza, música.
Balcão de bar, doces, chocolate.
Carinho, cabelo, sorriso, trem.
Tão fácil!
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
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