Salve Dionisio, Deus do Teatro.
Salve Aristóteles, primeiro teórico.
Salve Sófocles, Eurípedes, Aristófanes, Ésquilo.
Salve Sêneca, Plauto e Terêncio.
Salve os Milagres, Mistérios, Farsas e Autos.
Salve William Shakespeare.
Moliere, Corneille e Racine. Lopes de Vega, Tirso de Molina, Guillén de Castro, Calderon de la Barca, Von Kotzebue, René Pixérécourt, Victor Hugo, Musset, Goëthe, Schiller e Gustave Flaubert.
Ibsen, Oscar Wilde, Bernard Shaw, Nicolai Gogol, Leon Tolstoi, Eugene Scribe, Émile Augier, Alexandre Dumas Filho, Anton Tchekhov, Émile Zola, André Antoine, Henry Becque, Máximo Gorki, Georges Feydeau.
E o que não dizer de Satnislavski e o método. Muitos Vivas a Meyerhold, Strindberg, Grotovski, Eugênio Kusnet e tudo que trouxe para o Brasil.
Odes a Garcia Lorca!
Saudações a Pirandelo!
Sigo esperando Beckett, Sartre, Ionesco.
Honra a Bertold Brecht e sua dramaturgia.
E o mundo novo com Eugene O'Neill, Edward Albee, Tennessee Williams, Arthur Miller, Thornton Wilder.
E os orientais: Kabuki e Nô. E também o Butô.
Salve, salve as grandes damas, Viola Spolin, Simone de Beauvoir.
E vem chegando o padre José de Anchieta e toda a criatividade destas terras Brasilis:
Domingos Gonçalves de Magalhães, Martins Pena, Gonçalves Dias, Joaquim Noberto, Joaquim Manuel de Macedo, França Júnior, José de Alencar e Machado de Assis.
Viva João Caetano.
E vivas, e vivas e vivas a Nelson Rodrigues, Jorge Andrade, o mestre Ariano Suassuna,
Gianfrancesco Guarnieri, Antonio Callado, Dias Gomes, Oduvaldo Vianna Filho, grande Vianinha,
Augusto Boal, salve, salve, Millôr Fernandes, Chico Buarque, Rui Guerra, Silveira Sampaio, Guilherme de Figueiredo, Glaucio Gil, Abílio Pereira de Almeida, Lauro César Muniz, Pedro Bloch, Consuelo de Castro, Leilah Assumpção, José Vicente, Plínio Marcos, João Bethencourt, Roberto Freire, Antônio Bivar, Mário Prata, Fauzi Arap, Maria Adelaide Amaral, Sérgio Jockyman.
Glórias a cada ópera bufa e a cada teatro de revista.
Cacilda Becker, Luciano Salce, Ruggero Jacobi, Adolfo Celi, Flaminio Bollini Cerri, Gianni Ratto e o polonês Ziembinski.
Tônia Carreiro e Paulo Autran. Fernanda Montenegro!
Alfredo Mesquita, Flávio Rangel e Antunes Filho! Flávio Migliacio, Edy Lima, Flávio Imperio, Ary Toledo, Armando Costa, Paulo Pontes.
José Celso Martinez Corrêa.
Ademar Guerra, Antônio Bivar, Victor Garcia, Fauzi Arap.
Minha mais sincera admiração a Maria Clara Machado, e todo seu mundo infantil.
Os hilários Asdrubal Trouxe o Trombone, Royal Bexiga’s Company, Pessoal do Victor. O Ornitorrinco e Cacá Roset. Oswaldo Mendes, Márcio Aurélio, Roberto Lage, José Possi Neto, Bia Lessa, Ulisses Cruz, José Renato, Miguel Falabella e Alberto Guzik. Sátyros e Parlapatões. E minha homenagem especial a quem quase tudo me ensinou, meu mestre Renato Saudino.
São tantos nomes que fizeram do teatro sacerdócio e puseram um pouco de arte na vida, um pouco de crítica na língua e um pouco de penso na cabeça, sabendo o papel que cumprimos ou deveríamos cumprir, que sinto-me honrada em citá-los, exprimindo todo meu respeito e admiração. Ainda o medo e receio de ter esquecido alguém, não por descaso, mas por serem muitos e brilhantes.
Viva o artista, que ri, chora, sente e faz sentir.
Viva cada um que faz parte dessa magia, dramaturgo, diretor, atores, produtores, cenotécnicos, iluminador, músicos, sonoplastas, figurinistas, costureiras, camareiras, contra-regra, bilheteiro e aqueles sem os quais não haveria espetáculo: o público.
Vá ao teatro e convide um amigo.
sexta-feira, 27 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
três pontos
...
...em toda história, dizem, sempre existem dois pontos de vista. Uma obviedade quase retórica. Eu gostaria de ir mais longe um pouco, sempre me agradou o infinito das coisas...
...quero chegar, fugir, ao terceiro ponto. Aquele onde queríamos ter chegado. Aquele que é desejo imutável. O que causa a saudade do que não vivemos, essa que é amarga e implacável...
...saudade de um futuro, que virou passado antes de ter sido.
O próprio paradigma dos sonhos e devaneios.
Aqueles em que podemos tudo ser e nada temer...
...Happy end? Improvável happy end...
...
...em toda história, dizem, sempre existem dois pontos de vista. Uma obviedade quase retórica. Eu gostaria de ir mais longe um pouco, sempre me agradou o infinito das coisas...
...quero chegar, fugir, ao terceiro ponto. Aquele onde queríamos ter chegado. Aquele que é desejo imutável. O que causa a saudade do que não vivemos, essa que é amarga e implacável...
...saudade de um futuro, que virou passado antes de ter sido.
O próprio paradigma dos sonhos e devaneios.
Aqueles em que podemos tudo ser e nada temer...
...Happy end? Improvável happy end...
...
quinta-feira, 5 de março de 2009
Sorriso, eu te vi...
Eu vi o sorriso andando nas ruas da metrópole.
Distraído, sem lembrar onde estava. Sem buscar ou esperar nada. O sorriso dava passos curtos e distraídos naquele jardim de cimento.
Ele, sem prestar muita atenção aos transeuntes, sem pressa nem motivação aparente, caminhava e sorria, embaixo daquele céu meio azul, meio cinza, meio quente, meio frio.
O sorriso respirava sorrindo. Da forma que podia. Sorria com os olhos, com o passo, com as mãos nos bolsos. Sorria com a leve brisa tocando seus cabelos, que revoavam sem direção certa.
O sorriso passou por mim, sem notar que gerou certa curiosidade.
De onde vem o sorriso, assim, despreocupado.
Ah! Inconseqüente sorriso. Não sabia que naquele momento gerava em mim tal curiosidade. Como pode ele sorrir assim? Beirava a deselegância. Não. Impossível. O sorriso altivo é sempre elegante.
Ele simplesmente contrariou todas as prerrogativas de se viver nessa cidade. Não se deu conta do trânsito, da poluição, da baixa umidade do ar, dos pichadores, dos motoboys, das buzinas, da miséria, da corrupção, da soberba, da ganância, da tristeza pálida, da cara feia virando a esquina, e sorriu.
Ah! Sorriso, se soubesse da intolerância que ronda as casas, talvez não sorrisse assim.
Mas ele pouco importou-se, seguiu sorrindo, pela terra sem garoa onde vivemos, teimando em existir.
Distraído, sem lembrar onde estava. Sem buscar ou esperar nada. O sorriso dava passos curtos e distraídos naquele jardim de cimento.
Ele, sem prestar muita atenção aos transeuntes, sem pressa nem motivação aparente, caminhava e sorria, embaixo daquele céu meio azul, meio cinza, meio quente, meio frio.
O sorriso respirava sorrindo. Da forma que podia. Sorria com os olhos, com o passo, com as mãos nos bolsos. Sorria com a leve brisa tocando seus cabelos, que revoavam sem direção certa.
O sorriso passou por mim, sem notar que gerou certa curiosidade.
De onde vem o sorriso, assim, despreocupado.
Ah! Inconseqüente sorriso. Não sabia que naquele momento gerava em mim tal curiosidade. Como pode ele sorrir assim? Beirava a deselegância. Não. Impossível. O sorriso altivo é sempre elegante.
Ele simplesmente contrariou todas as prerrogativas de se viver nessa cidade. Não se deu conta do trânsito, da poluição, da baixa umidade do ar, dos pichadores, dos motoboys, das buzinas, da miséria, da corrupção, da soberba, da ganância, da tristeza pálida, da cara feia virando a esquina, e sorriu.
Ah! Sorriso, se soubesse da intolerância que ronda as casas, talvez não sorrisse assim.
Mas ele pouco importou-se, seguiu sorrindo, pela terra sem garoa onde vivemos, teimando em existir.
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