Aflições momentâneas acerca do ser e de ser.
Definições que por si só perfazem um mundo conspícuo.
Precisamos definir. Eu, porém, reafirmo Sócrates em momentos distintos. “Só sei que nada sei.” “Até que me fizesse a pergunta eu sabia a resposta”.
E poderia ir por aí afora.
Não consigo entender a necessidade de ser alguma coisa, se já sou eu mesma.
Tantas definições ínfimas.
Tanta overdose intelectual, social, financeira, familiar, religiosa.
Tantos “plus” a mais.
A redundância do pleonasmo.
Estilisticamente falando, detesto rótulos.
Por isso me rotulo como inrotulável...
Neologismos à parte.
Quero ser como criança, que responde sempre a velha pergunta: “O que você vai ser quando crescer?” “Grande”. E basta!
Mas não, temos sempre que ser e que ser e que ser. Nunca basta.
Nunca é suficiente.
Uma formiga é formiga.
Um tigre é um tigre.
Por que logo eu tenho que ser alguma coisa além de mim.
Além dos outros.
Além de humana.
Além de Deus.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
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